Carlos Medeiros "o Jorge" FotografiaA casa do poeta é o mundo.
O poeta entra e acende a luz e ilumina 70 mil biliões de pessoas.
A natureza, a mulher do poeta, não está. Foi sair com amigas.
O poeta traz um saco.
Tem latas de atum e uma garrafa de vinho.
Põe a mesa e ouve música.
Janta, com a televisão a passar notícias sem som.
Mete os pratos e os talheres na máquina de lavar loiça e fuma um cigarro à janela do mundo.
3 milhões de pessoas tossem.
Senta-se a escrever ao computador.
Escreve, apaga. Escreve, apaga.
Há sempre uma palavra que estraga tudo.
Desiste.
Mais um dia mau para escrever.
Sai porta fora mas cai num abismo.
A casa do poeta é o mundo e o senhorio ainda não resolveu a questão do universo.
O poeta entra e acende a luz e ilumina 70 mil biliões de pessoas.
A natureza, a mulher do poeta, não está. Foi sair com amigas.
O poeta traz um saco.
Tem latas de atum e uma garrafa de vinho.
Põe a mesa e ouve música.
Janta, com a televisão a passar notícias sem som.
Mete os pratos e os talheres na máquina de lavar loiça e fuma um cigarro à janela do mundo.
3 milhões de pessoas tossem.
Senta-se a escrever ao computador.
Escreve, apaga. Escreve, apaga.
Há sempre uma palavra que estraga tudo.
Desiste.
Mais um dia mau para escrever.
Sai porta fora mas cai num abismo.
A casa do poeta é o mundo e o senhorio ainda não resolveu a questão do universo.

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